O contexto
anterior (do cego guiando outro cego), dá a direção em que o Mestre quer
que pensemos. Se nossas vidas não estão sendo vividas de acordo com os
ensinamentos de Jesus, se nós não somos como ele, nós não
podemos esperar que os “Cristãos” ao nosso redor sejam melhor. Eles irão
imitar não só aquilo que falamos, mas, o nosso exemplo, inclusive os maus hábitos,
falhas de caráter, e pecados.
Jesus agora
volta-Se à responsabilidade que incumbe aos discípulos no sentido de fazerem
mais discípulos. Ele emprega uma série de metáforas para ressaltar a importância
de viverem no nível mais alto enquanto assim fazem.
A advertência
sobre o cego guiando o cego “É uma advertência acerca da liderança que os
seguidores de Jesus exercerão. O cristão não pode ter esperança de servir
como guia para outras pessoas a não ser que ele mesmo veja claramente para
onde está indo. Se lhe faltar amor, não enxerga mesmo. Se alguém
pessoalmente não conhecer o caminho da salvação, somente poderá guiar os
outros à desgraça.”
Versículos
39-40 introduzem a ilustração do argueiro e da trave encontrado em vv. 41-42
e antecipam a exposição expandida do relacionamento aluno-mestre em vv.
46-49. … A conclusão do sermão, vv. 46-49 reafirma a apresentação em vv.
39-40 sobre a responsabilidade mútua de mestre e aprendiz.
Texto
Variantes
Significantes
Não há
variantes significantes.
Palavras
chaves ou expressões importantes
“discípulo”
mathetes (maqhthv,
ou o))) pupilo, aluno, discípulo, aprendiz,
aderente …
- É
tentador enxergar na escolha da palavra uma oposição deliberada ao sistema
inteiro dos escribas. O talmid das escolas dos Rabinos é principalmente um
aluno. Seu propósito maior é de dominar o conteúdo da Lei e a tradição
oral. O produto final das escolas dos Rabinos eram peritos perspicazes e
advogados competentes. A vida de um talmid como talmid consistiu no estudo das
escritas sagradas, freqüência em aulas, e o debate de passagens ou casos difíceis.
O discipulado como Jesus o concebeu não era uma disciplina teórica como
esta, mas, um trabalho prático para o qual os homens foram chamados a se
dedicarem com toda sua energia. Seu labor não era o estudo e sim a prática.
Pescadores deviam tornar pescadores de homens, os camponeses seriam
trabalhadores nas vinhas de Deus ou na colheita de Deus. E Jesus era o mestre
deles, não tanto como um professor de doutrina correta, porem, mais como um
mestre-artesão a quem eles deviam seguir e imitar. O discipulado não foi a
matrícula num Colégio rabinico mas a vida de aprendiz na obra do Reino.
Pode ser
acrescentado que há algo apropriado na escolha do termo “aprendiz” ao invés
de “aluno” como nome para os discípulos de Jesus, quando nós lembramos
que o próprio Mestre foi criado como um simples carpinteiro numa aldeia e a
maioria dos seus discípulos trabalharam com suas mãos.
“preparado”
katartizo (katartizo)
"tornar ajustado, completar" (cognato de artios), "é
usado para se referir a consertar redes (Mt 4.21; Mc 1.19), e é traduzido em
Gl 6.1 por 'encaminhai'. Porém, não pressupõe necessariamente que ao que se
refere tenha sido danificado, embora tal possa ocorrer, como nessas passagens;
significa, antes, ordem e arranjo corretos (Hb 11.3, 'feito'); ressalta o
caminho do progresso, como em Mt 21.16; Lc 6.40 (cf. 2 Co 13.9; Ef 4.12), onde
ocorrem os substantivos correspondentes. Indica a estreita relação entre caráter
e destino (Rm 9.22, 'preparados').
Passagens
Relevantes
Passagens
Paralelas
Mateus
10:24-25 O discípulo não está
acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor. Basta ao discípulo
ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao
dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?
João
13:16 Em verdade, em verdade vos
digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que
aquele que o enviou.
João
15:20 Lembrai-vos da palavra que
eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a
mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também
guardarão a vossa.
Passagens
relevantes
ARA Gên
1:26 Também disse Deus: Façamos o homem à
nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes
do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a
terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. 27 Criou
Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher
os criou.
ARA 1
Cor 11:7 Porque, na verdade, o homem não
deve cobrir a cabeça, por ser ele imagem e glória de Deus, mas a mulher é
glória do homem.
ARA Rom
8:29 “Porquanto aos que de antemão
conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho,
a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”
ARA 2
Cor 3:18 “E todos nós, com o rosto
desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos
transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo
Senhor, o Espírito.”
ARA 1
Cor 4:15-17 Porque, ainda que tivésseis
milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois
eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. 16 Admoesto-vos,
portanto, a que sejais meus imitadores. 17 Por esta causa, vos
mandei Timóteo, que é meu filho amado e fiel no Senhor, o qual vos lembrará
os meus caminhos em Cristo Jesus, como, por toda parte, ensino em cada igreja.
ARA 1
Cor 11:1 Sede meus imitadores, como também
eu sou de Cristo.
ARA Fil
3:17; 4:9 Irmãos, sede imitadores
meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós. ... O que
também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai;
e o Deus da paz será convosco.
ARA 1
Tess 1:6 Com efeito, vos tornastes
imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de
muita tribulação, com alegria do Espírito Santo, 7 de sorte que
vos tornastes o modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia.
ARA 2
Tess 3:7 pois vós mesmos estais cientes do
modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos
desordenadamente entre vós, 8 nem jamais comemos pão à custa de
outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a
fim de não sermos pesados a nenhum de vós; 9 não porque não tivéssemos
esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos,
para nos imitardes.
ARA 1
Tim 4:12 Ninguém despreze a tua mocidade;
pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no
amor, na fé, na pureza.
ARA Tito
2:7 Torna-te, pessoalmente, padrão de boas
obras. No ensino, mostra integridade, reverência,
ARA 1
Pedro 5:2 pastoreai o rebanho de Deus que há
entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem
por sórdida ganância, mas de boa vontade; 3 nem como dominadores
dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.
INTERPRETAÇÃO
Comentários
Consultados
Ash,
Anthony; Barklay, William; Barton, Bruce; Craddock, Fred B.; Danker, Frederick
W.; Ellis, E. Earle; Fitzmeyer, Joseph A.; Hendriksen, William; Liefeld,
Walter L.; Marshall, I. Howard; Morris, Leon; Nolland, John; Reiling
& Swellengrebel.
Introdução
Este é
evidentemente um ditado proverbial. Como qualquer outro ditado proverbial não
deve ser esperado que seja verdade em toda e qualquer situação. Como Robert
Stein lembra “Provérbios não são ‘leis’, nem ‘promessas’. São
observações gerais extraídas de um olhar sábio e cuidadoso dos fatos do
dia-a-dia. … Ao interpretar essa forma de literatura, portanto, devemos
estar atentos ao fato de que os provérbios funcionam como verdades gerais. As
exceções não determinam que se refute a verdade de cada um.”
Enquanto é
verdade que o discípulo não esteja “acima do seu mestre” há situações
em que isso ocorre. O apóstolo Paulo começou seu ministério orientado por
Barnabé (Atos 9:27). No início, Lucas relatou o trabalho dos dois citando
primeiro Barnabé (Atos 11:30; 12:25; 13:2, 7), mas, à partir de Atos 13:43
começamos a notar que Paulo é citado cada vez mais primeiro (veja 13:46, 50;
14:1). Embora Lucas troca a ordem outras vezes, fica evidente cada vez mais
que o ministério de Paulo vai ultrapassar em muito o de Barnabé. Paulo também
foi discípulo de Gamaliel. Do ponto de vista dos fariseus, pode até parecer
que ele regrediu em relação ao velho mestre. Mas, no âmbito do Reino, é
evidente que Paulo mais uma vez superou o alcance de seu velho professor.
Portanto, o ditado, como todo provérbio em si, é verdadeira na maioria das
vezes. No entanto, há exceções.
Hendriksen
nota que em v. 39 Jesus evidentemente estava se referindo, de forma implícita,
aos líderes religiosos como os Escribas, e seu ensino. “O povo não podia
deixar de notar a diferença. Por isso Jesus agora explica o contraste: os
escribas são cegos. Não podem propiciar luz porque, numa medida considerável,
eles não honram a luz. Assemelham-se a um cego que está tentando guiar outro
cego, com o resultado que ambos caem no buraco. … O que se subentende é que
o povo não deve seguir esses guias cegos. E a outra implicação clara não
é que os Doze — e talvez também outros; cf. Lucas 10.1 deveriam substituir
esses guias cegos? Para fazer isso tinha que preparar-se para sua tarefa.
Deviam ser humildes discípulos do maior de todos os Mestres.”
Jesus
alertou que nenhum mestre pode levar seus estudiosos além da fase que ele
mesmo tenha alcançado. Esta é uma alerta dupla para nós. Na nossa
aprendizagem nós devemos procurar somente o melhor professor, porque só ele
pode nos levar o mais adiante; no nosso ensino devemos lembrar que não
podemos ensinar o que não sabemos.
v.
6:40a “O discípulo não está acima do seu mestre;
Em outras
palavras, eu não consigo fazer discípulos daquilo (ou daquele) que eu
mesmo não sou discípulo. Embora haja exceções, a maioria de nós não
teremos vidas superiores àqueles que nos influenciam ou servem como nossos
modelos. Também, aqueles que nós influenciamos não terão vidas superiores
ou melhores ou mais maduros do que nós mesmos temos.
É natural
que vamos imitar outros homens, mas, temos que ter uma força de vontade
bastante firme de manter Jesus como nosso modelo. Através dEle podemos
examinar os exemplos que vemos pela vida e tentar decidir se estas pessoas são
de fato modelos dignos de imitação. No processo de “fazer” discípulos,
verdadeiramente podemos dizer que “eu tenho que ser um para fazer
um”.
Não
devemos entender isto em termos da nossa própria situação, em que as
bibliotecas e outras facilidades colocam possibilidades ilimitadas diante do
estudante. Jesus está falando de um tempo em que o discípulo somente tinha
seu rabino como sua fonte de informação. Alegar que estava acima do seu
mestre era o máximo da presunção.
É preciso
lembrar-se que a maioria deles (os apóstolos) era composta de homens de bem
pouca educação. Eles eram "iletrados e incultos" (At 4.13). Como,
pois, seria possível que eles assumissem o lugar dos sábios escribas, homens
exercitados na lei e nas tradições? Além disso, se a distância entre os
Doze e os escribas era grande, o que dizer da distância incomensuravelmente
maior que havia entre esses Doze e seu Mestre Jesus?
Com ternura
e amor o Mestre então lhes assegura que, embora nunca pudessem superá-lo ou
excedê-lo, uma plena preparação sob sua direção fará com que eles, se a
recebessem, sejam como seu Mestre, ou seja, como ele, não em grau de
conhecimento ou sabedoria, mas em que refletiriam de forma verdadeira sua
imagem aos olhos do mundo, de modo que o povo instruído por eles começaria a
dizer: Podemos notar que esses homens estiveram com Jesus (veja At 4.13).
Se os versículos
39-40 forem tomados juntos (é possível que os dois versículos existiram
separados e em outros contextos tinham outros significados), a mensagem seria
uma alerta sobre aquela liderança que presume guiar outros em áreas que o líder
ainda não pessoalmente compreendeu, creu, ou dominou. Discípulos que seguem
tais líderes cegos e hipócritas não devem esperar ser diferentes.
Nenhum
aluno pode ver se seu mestre for cego; o ensino que ele recebe não o fará
melhor que seu mestre.
Visão
clara é preciso no guia (o mestre); mas, desde que o aprendiz depende do
mestre, a visão clara do segundo é tanto mais necessitado.
v.
6:40b todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre.”
Fomos
criados na imagem e semelhança de Deus (Gen 1:26-27; 5:1; 1 Cor 11:7; Efé
4:24 (NVI)). Isto não diz respeito apenas à aparência, mas, também à
natureza. Obviamente, há muito na natureza de Deus do qual o homem não
compartilha e nunca compartilhou. No entanto, há facetas desta natureza que
Deus quer que compartilhemos. De certa forma, o processo de fazer discípulos
de Jesus, de fazer imitadores dele nos leva na direção de volta ao Jardim e
a nossa natureza original, uma natureza semelhante com a de Deus. Paulo se
refere a este conceito em Rom 8:29 “Porquanto aos que de antemão conheceu,
também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de
que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” e 2 Cor 3:18 “E todos nós,
com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor,
somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo
Senhor, o Espírito.”
Jesus em
Luc 6:40 está apenas se referindo a um aspecto conhecido dos seres criados
– eles tendem a imitar um ao outro. Neste processo de imitação eles se
tornam semelhantes àquele que estão imitando. Este é o processo do
discipulado. Se podemos fazer com que aquele que imitemos seja o Cristo,
naturalmente nós nos tornaremos parecidos com Ele, que é o alvo de Deus, que
voltemos à imagem e semelhança dEle.
O seguidor
de Jesus deve fazer da semelhança a Ele (Jesus) seu alvo.
O exemplo
foi um grande fator na pedagogia (daquela época), e a imitação de um mestre
foi o modo básico da aprendizagem. Muitos textos do Novo Testamento sustentam
este entendimento da relação mestre-aluno (Atos 20:17–35; 1 Cor.
4:15–17; 11:1; Fil. 3:17; Tito 2:7) … Lucas não está dizendo que as
imperfeições desqualificam um líder. Ao contrário, o ponto de Lucas é de
que o fator que desqualifica não é falhas, mas, cegueira quanto as próprias
falhas, a recusa de se auto-avaliar e ser honesto consigo mesmo.
Enquanto não
é enfatizado, a relação mestre/discípulo é presumido a ser um em que o
mestre não transmita só um corpo de informação, mas, ensina o discípulo a
ser como pessoa aquilo que o mestre já é.
CONCLUSÃO
Nosso alvo
não é conhecimento bíblico nem a restauração da igreja. Estas coisas são
boas e podem ajudar a alcançar o nosso alvo. Elas certamente farão parte do
processo de chegar ao alvo. Mas, nosso verdadeiro objetivo é de ser
imitadores fiéis do Mestre Jesus e de levar outros a imitarem Ele também.
APLICAÇÃO
Todos que
exercem um papel de influencia maior na igreja, ou por causa do seu carisma
natural, ou por causa do seu dom ou papel, precisam se esforçar
diligentemente para ser, cada um, um imitador fiel do Senhor. Antes de pregar
ou ensinar ou corrigir ou liderar, temos que aprofundar nosso relacionamento
pessoal com o Senhor. Eu não posso ser como Jesus se eu apenas
sei coisas sobre Ele. Eu preciso conhecer Ele pessoalmente e ter um
relacionamento bem aprofundado com Ele mesmo.
Sugestões
para evitar problemas na relação aluno/professor:
É bom que
mais de um líder ou irmão mais maduro esteja envolvido em qualquer processo
de influenciar outros, quer seja um acompanhamento pessoal de outros discípulos
realizado regularmente, ou até aulas e ensino geral na igreja. A presença de
outros exemplos a imitar ajudaria a corrigir as falhas no nosso exemplo. Neste
processo, seria importante cada um estar pronto para reconhecer suas falhas e
erros quando um discípulo mais novo chamar a nossa atenção. Caso contrário,
a tendência é confundir eles quanto ao exemplo certo a imitar.
Precisamos
nos perguntar, quem está ensinando, Jesus ou “Dennis”? Há uma
necessidade de vigilância constante naquilo que ensinamos para ter certeza de
que é realmente a vontade de Deus e não a nossa.
Veja o
livro “As 7 Leis Do Aprendizado” de Bruce Wilkinson, Venda Nova,
MG: Editora Betânia, 1998.
ILUSTRAÇÕES
"Ide,
portanto, fazei discípulos de todas as nações." - Mateus 28.19.
Jesus
Cristo não disse: "Ide e salvai almas" (a salvação é obra
sobrenatural de Deus), mas: "Ide, fazei discípulos de todas as nações";
e ninguém pode fazer discípulos a menos que ele mesmo seja discípulo.
Quando os discípulos voltaram de sua primeira missão, estavam cheios de
alegria porque os demônios se submetiam a eles, e Jesus disse: "Não se
alegrem pelo êxito obtido no serviço; o grande segredo da alegria consiste
em vocês estarem corretamente relacionados comigo." A necessidade básica
do missionário é que ele permaneça fiel ao chamado de Deus e compreenda que
seu único objetivo é fazer discípulos para Jesus. Existe
um anseio de ganhar almas que não tem origem em Deus, mas no desejo de
conquistar pessoas para o nosso ponto de vista. O
desafio do missionário não é a dificuldade de levar as pessoas à salvação
ou de recuperar as que estão afastadas da igreja, nem o problema dos corações
endurecidos, e, sim o seu próprio relacionamento pessoal com Jesus Cristo.
Como meu
amigo Valdimário certa vez lembrou, temos que entender a diferença entre
"formar" e "informar". Para ser formado, precisa informar.
Mas, nem todo mundo que está informado é formado na imagem de Cristo.
Nosso objetivo não é “informação” e sim “transformação”.
“Quero
conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus
sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para, de alguma forma, alcançar
a ressurreição dentre os mortos.” (Filipenses 3:10 NVI) O alvo de Paulo não
foi de conhecer a igreja ou a Bíblia, e sim a Cristo. Os primeiros dois podem
ajudar em chegar ao terceiro, mas, eles, em si e por si só, não são o alvo.
Cristo é o nosso alvo.
Sua
vida é Jesus para alguém.
Sua VIDA é
Jesus para alguém,
Por mais
fraca e falha que possa ser.
Apesar de
ser cheio de erros,
Você é
tudo de Deus que alguém vai ver.
Sua LINGUA
é Jesus para alguém.
Aquela
palavra amarga de dor
Falará a
um coração sensível
Talvez tudo
que ela ouvirá do Senhor.
Seus ALVOS
são Jesus para alguém.
O que você
tiver em primeiro lugar
São para
ele os alvos de um Cristão,
São esses
que um dia ele vai procurar.
Sua
FIDELIDADE - isto para alguém é Jesus.
Se Ele é
fiel em tudo ou não
Depende do
dia após dia, da perseverança
Que há em
você e em seu coração.
Seu AMOR é
Jesus para alguém,
Para aquela
que está precisando saber
Se Jesus
realmente irá atrás dela
Seja quão
longe ela estiver.
Cuidado
para que alguém não blasfeme Deus
Eles vão
descobrir o que você é.
E o único
Jesus que alguns vão ver
É o Jesus
que conhecem através de você.